Hum... Cá estou eu de volta ao mundo bloguístico.
Antes que alguém pergunte, ou simplesmente comente o quão criativo e bonito ou como é tosco o título do blog devo esclarecer que "Não dever ao devir", assim como a descrição "O primeiro senso é a fuga. (...)" e o título desse post, são de um poema -Amadurecência- de Fernando Anitelli, vocalista da "trupe" O Teatro Mágico.
O porquê desse título, então? Primeiro por eu gostar muito de O Teatro Mágico e das letras do Anitelli, tão simples e ricas, com conteúdo para todos os momentos de todas as pessoas, poesia mesmo (acho que nem preciso recomendar que escutem, né?!).
E depois, o que é amadurecer?
Certa vez, discutindo com um amigo (Adriano, sempre perpicaz com as palavras.), tratávamos de assuntos relativos a mudanças pela qual passamos (eu e ele) desde que nos conhecemos (há uns oito anos) e chegamos a conclusão que amadurecemos. Daí então a dúvida sobre o "amadurecer".
E remetendo-nos ao nosso passado (Ah, que bom é saber que História não é literatura), conseguimos concordar com Anitelli ao tratar do mesmo tema no seu poema. Amadurecer é não dever nada ao movimento pelo qual as coisas se transformam. Por mais "coercitivo" que a coisa pareça ser, é difícil imaginar como alguém não se submete a isso. É um processo natural, não? (eu e Adriano achamos). As situações, "o viver", nos forçam a isso. Amadurecer é "não deixar escoar a dor". É quando a "juventude plena e sem planos se esvai"*, seja em um dia, após algum ocorrido que mexa istantaneamente com o indivíduo (momento "psicóloga de boteco") e o force a mudar, ou em longos anos, com a convivência com diferentes pessoas, em diferentes lugares, nas mais diversas situações que te fazem pensar, falar, agir (nunca deixando "escoar a dor") e assim, mudar mesmo que ao ficarmos diante dessas mudanças** sintamos medo e vontade de fugir (medo de amadurecer...). Assim como passamos a ter planos, ou mudamos/moldamos os que já tínhamos.
Enfim, era só isso que eu queria falar (risos contidos!), por mais óbvio e "auto-ajuda" que pareça ser. Só pra justificar o título do blog mesmo...
*Ou seja, post inútil!!*
Ah, aqui uma foto do Fernando Anitelli em uma apresentação com o grupo-banda-trupe O Teatro Mágico e segue depois o poema Amadurecência, presente no segundo álbum deles, Segundo Ato.
Antes que alguém pergunte, ou simplesmente comente o quão criativo e bonito ou como é tosco o título do blog devo esclarecer que "Não dever ao devir", assim como a descrição "O primeiro senso é a fuga. (...)" e o título desse post, são de um poema -Amadurecência- de Fernando Anitelli, vocalista da "trupe" O Teatro Mágico.
O porquê desse título, então? Primeiro por eu gostar muito de O Teatro Mágico e das letras do Anitelli, tão simples e ricas, com conteúdo para todos os momentos de todas as pessoas, poesia mesmo (acho que nem preciso recomendar que escutem, né?!).
E depois, o que é amadurecer?
Certa vez, discutindo com um amigo (Adriano, sempre perpicaz com as palavras.), tratávamos de assuntos relativos a mudanças pela qual passamos (eu e ele) desde que nos conhecemos (há uns oito anos) e chegamos a conclusão que amadurecemos. Daí então a dúvida sobre o "amadurecer".
E remetendo-nos ao nosso passado (Ah, que bom é saber que História não é literatura), conseguimos concordar com Anitelli ao tratar do mesmo tema no seu poema. Amadurecer é não dever nada ao movimento pelo qual as coisas se transformam. Por mais "coercitivo" que a coisa pareça ser, é difícil imaginar como alguém não se submete a isso. É um processo natural, não? (eu e Adriano achamos). As situações, "o viver", nos forçam a isso. Amadurecer é "não deixar escoar a dor". É quando a "juventude plena e sem planos se esvai"*, seja em um dia, após algum ocorrido que mexa istantaneamente com o indivíduo (momento "psicóloga de boteco") e o force a mudar, ou em longos anos, com a convivência com diferentes pessoas, em diferentes lugares, nas mais diversas situações que te fazem pensar, falar, agir (nunca deixando "escoar a dor") e assim, mudar mesmo que ao ficarmos diante dessas mudanças** sintamos medo e vontade de fugir (medo de amadurecer...). Assim como passamos a ter planos, ou mudamos/moldamos os que já tínhamos.
Enfim, era só isso que eu queria falar (risos contidos!), por mais óbvio e "auto-ajuda" que pareça ser. Só pra justificar o título do blog mesmo...
*Ou seja, post inútil!!*
Ah, aqui uma foto do Fernando Anitelli em uma apresentação com o grupo-banda-trupe O Teatro Mágico e segue depois o poema Amadurecência, presente no segundo álbum deles, Segundo Ato.

Amadurecência
A poesia prevalece!!!
O primeiro senso é a fuga.
Bom...
Na verdade é o medo.
Daí então a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude
uma alteridade disfarçada...
Inquilina de todos nossos riscos...
A juventude plena e sem planos... se esvai
O parto ocorre. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias
Flagelo-me
Exponho cicatrizes
E acordo os meus, com muito mais cuidado.
Muito mais atenção!
E a tensão que parecia não passar,
“O ser vil que passou pra servir...
Pra discernir...”
Pra pontuar o tom.
Movimento, som
Toda terra que devo doar!
Todo voto que devo parir
Não dever ao devir
Não deixar escoar a dor!
Nunca deixar de ouvir...
com outros olhos!
___________________
* Não cabe aqui o papo de "mas não precisa ter pouca idade pra ser jovem...". Não é disso que estou falando. Assim como o "se esvair" não vem de forma repentina, como uma ruptura, sabemos que, no geral, se trata de uma transformação e blá, blá, blá...
** Nem sempre ficamos "diantes das mudanças", às vezes, se não quase sempre, elas passam sem percebermos. Simplesmente ocorre.
** Nem sempre ficamos "diantes das mudanças", às vezes, se não quase sempre, elas passam sem percebermos. Simplesmente ocorre.

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